Um verdadeiro artefato da história de Dragon Ball GT voltou a circular entre fãs: um esboço conceitual de Vegeta desenhado por Akira Toriyama há quase 30 anos reapareceu no projeto Toriyama Archives — e trouxe de volta um dos debates mais intensos da franquia.
A ilustração mostra o príncipe saiyajin com o visual que dividiu opiniões nos anos 90: bigode, cabelo mais curto e traços visivelmente mais maduros. A pose arrogante permanece; o rosto, porém, conta outra história.
O bigode que abalou o príncipe saiyajin
Ambientada anos após a batalha contra Majin Buu, a proposta visual indicava um Vegeta mais envelhecido — e com bigode. Segundo descrição associada ao material, a marca registrada foi abandonada após um comentário de sua filha, Bulla, de que “não combinava com ele”.
A cena virou episódio em GT: Vegeta raspa o bigode e retoma parte da imagem intimidadora ao adotar jaqueta mais agressiva. Ainda assim, o dano à reputação do design já estava feito — para muitos, aquele não era “o” Vegeta.
O envolvimento limitado de Toriyama
Dragon Ball GT (1996–1997) foi uma sequência de Dragon Ball Z sem supervisão direta de Toriyama no roteiro. Ele colaborou com nome, logo e conceitos iniciais — incluindo este Vegeta. O designer Katsuyoshi Nakatsuru liderou o visual da série, posteriormente elogiado por Toriyama por dominar as peculiaridades do traço original.
Essa distância criativa sempre alimentou debates sobre o “lugar” de GT na cronologia da franquia.
Recepção dividida e legado
O bigode tornou-se símbolo da resistência a GT. O cabelo mais comportado e a estética “civil” contrastavam com o exagero icônico de Z. Ao mesmo tempo, o experimento mostrou uma tentativa de maturidade estética — um Vegeta que envelhece, assume novas fases e, ironicamente, precisa ouvir a própria filha.
Hoje, à luz de Dragon Ball Super, o contraste fica ainda mais evidente. Para quem conheceu o personagem primeiro em Super, o Vegeta de GT parece quase um universo paralelo.
O que o esboço representa 30 anos depois
Mais do que nostalgia, o desenho é documento histórico do processo criativo. Ele captura um momento em que a franquia buscava se redefinir — e arriscar. A estratégia de liberar artes raras por tempo limitado reacende discussões não só sobre design, mas sobre a evolução de Dragon Ball enquanto fenômeno cultural.
No fim, a pergunta permanece provocativa:
Você aceitaria um Vegeta bigodudo nos dias atuais?
Ou certos símbolos simplesmente não podem ser tocados?
Independentemente do lado, uma coisa é certa: três décadas depois, Vegeta ainda é capaz de dividir — e mobilizar — o fandom inteiro.


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