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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Esboço raro de Vegeta em Dragon Ball GT ressurge após 30 anos e reacende polêmica entre fãs

Uma ilustração conceitual rara de Vegeta, criada por Akira Toriyama para Dragon Ball GT, reapareceu no projeto Toriyama Archives e reacendeu um dos debates mais polêmicos da franquia: o visual do príncipe saiyajin com bigode. O material, originalmente produzido há quase 30 anos, voltou a circular nas comunidades de fãs e gerou comparações com a versão moderna vista em Dragon Ball Super.


Um verdadeiro artefato da história de Dragon Ball GT voltou a circular entre fãs: um esboço conceitual de Vegeta desenhado por Akira Toriyama há quase 30 anos reapareceu no projeto Toriyama Archives — e trouxe de volta um dos debates mais intensos da franquia.

A ilustração mostra o príncipe saiyajin com o visual que dividiu opiniões nos anos 90: bigode, cabelo mais curto e traços visivelmente mais maduros. A pose arrogante permanece; o rosto, porém, conta outra história.

O bigode que abalou o príncipe saiyajin

Ambientada anos após a batalha contra Majin Buu, a proposta visual indicava um Vegeta mais envelhecido — e com bigode. Segundo descrição associada ao material, a marca registrada foi abandonada após um comentário de sua filha, Bulla, de que “não combinava com ele”.

A cena virou episódio em GT: Vegeta raspa o bigode e retoma parte da imagem intimidadora ao adotar jaqueta mais agressiva. Ainda assim, o dano à reputação do design já estava feito — para muitos, aquele não era “o” Vegeta.

O envolvimento limitado de Toriyama

Dragon Ball GT (1996–1997) foi uma sequência de Dragon Ball Z sem supervisão direta de Toriyama no roteiro. Ele colaborou com nome, logo e conceitos iniciais — incluindo este Vegeta. O designer Katsuyoshi Nakatsuru liderou o visual da série, posteriormente elogiado por Toriyama por dominar as peculiaridades do traço original.

Essa distância criativa sempre alimentou debates sobre o “lugar” de GT na cronologia da franquia.


Recepção dividida e legado

O bigode tornou-se símbolo da resistência a GT. O cabelo mais comportado e a estética “civil” contrastavam com o exagero icônico de Z. Ao mesmo tempo, o experimento mostrou uma tentativa de maturidade estética — um Vegeta que envelhece, assume novas fases e, ironicamente, precisa ouvir a própria filha.

Hoje, à luz de Dragon Ball Super, o contraste fica ainda mais evidente. Para quem conheceu o personagem primeiro em Super, o Vegeta de GT parece quase um universo paralelo.

O que o esboço representa 30 anos depois

Mais do que nostalgia, o desenho é documento histórico do processo criativo. Ele captura um momento em que a franquia buscava se redefinir — e arriscar. A estratégia de liberar artes raras por tempo limitado reacende discussões não só sobre design, mas sobre a evolução de Dragon Ball enquanto fenômeno cultural.

No fim, a pergunta permanece provocativa:

Você aceitaria um Vegeta bigodudo nos dias atuais?
Ou certos símbolos simplesmente não podem ser tocados?

Independentemente do lado, uma coisa é certa: três décadas depois, Vegeta ainda é capaz de dividir — e mobilizar — o fandom inteiro.

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