Crow’s Requiem: RPG brasileiro transforma coleta de corpos em dilema moral no pós-apocalipse - Ludo TV

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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Crow’s Requiem: RPG brasileiro transforma coleta de corpos em dilema moral no pós-apocalipse

O estúdio brasileiro Ex Ignorantia anunciou Crow's Requiem, um cRPG de sobrevivência narrativa ambientado em uma cidade que vive há décadas sob quarentena. Com proposta estética definida como Pandemicpunk, o jogo combina visual novel, exploração e escolhas morais profundas, colocando o jogador no papel de um Coletor de Corpos — um “Corvo” — em meio ao colapso social.


Imagine acordar em uma cidade onde a quarentena durou décadas. Onde o vírus não foi um evento — foi o início de uma nova ordem. Agora imagine que seu trabalho é recolher corpos.

Esse é o ponto de partida de Crow’s Requiem, novo cRPG narrativo do estúdio brasileiro Ex Ignorantia, que mistura visual novel, HQ interativa e puzzles sob o rótulo que o próprio time define como Pandemicpunk.

Longe da fantasia de heroísmo absoluto, o jogo coloca o jogador em um papel desconfortavelmente humano: um Coletor de Corpos, conhecido como Corvo.

O que é ser um Corvo?

Você não é um soldado nem um salvador.
Você é a pessoa que limpa as consequências.

Na cidade de New Horizon, muros separam a população. As facções disputam poder. E você tem uma liberdade rara: circular entre elas.

Mas toda liberdade cobra um preço.

  • Cada corpo recolhido influencia reputações.

  • Cada conversa altera alianças.

  • Cada decisão molda o futuro da cidade.


Arquétipos que mudam o mundo

Em vez de simples opções de diálogo, Crow’s Requiem trabalha com arquétipos estruturais, que impactam sistemas inteiros:

Corvo Ouvinte
Empatia como ferramenta. Informações fluem para quem sabe escutar.

Corvo Sussurrante
Manipulação e carisma. Em um mundo sem leis, influência é poder.

Corvo Executor
Força direta. Quando palavras falham, a ação decide.

A cidade reage ao seu perfil. Missões se alteram. Facções mudam postura. O mundo não responde a um “herói” — responde ao tipo de pessoa que você escolheu ser.


Gameplay: o cotidiano do colapso

Crow’s Requiem estrutura sua experiência em três pilares:

1️⃣ O Trabalho

Cada missão envolve um mini-game de coleta — examinar, selar, ensacar. A tensão não vem de monstros saltando na tela, mas das condições impostas pelas facções.

Imagine precisar acelerar o processo porque rebeldes estão se aproximando. Ou cumprir um ritual sob vigilância de cultistas.

O horror é sistêmico.

2️⃣ Exploração de New Horizon

A cidade não é cenário genérico. São shopping centers convertidos em templos, bairros militarizados, zonas abandonadas onde o silêncio é uma sentença.

Décadas de quarentena deixaram cicatrizes.

3️⃣ Confrontos morais

Militares, Anarquistas, Cultistas.

  • Mais de 50 NPCs.

  • 10 quests principais.

  • 20 secundárias.

  • Múltiplos finais.

Você protege um rebelde ou o entrega?
Ajuda um culto em troca de acesso?
Mantém neutralidade ou escolhe um lado?


O verdadeiro inimigo: a erosão da humanidade

O grande diferencial de Crow’s Requiem não está em combates épicos.

Está nas decisões.

A infecção é biológica — mas também social.

Você continuará humano enquanto o mundo se desumaniza?

Por que esse projeto importa

O mercado brasileiro de jogos independentes cresce, mas poucos títulos apostam em:

  • Narrativa adulta

  • Worldbuilding político estruturado

  • Identidade estética autoral

  • Crítica social integrada à mecânica

Crow’s Requiem não é sobre matar zumbis.
É sobre sobreviver ao colapso moral.

Quando lança?

Lançamento previsto para 2026.

A demo “Prologue” já está disponível na Steam.
O projeto também está em pré-campanha no Catarse.


Vale a pena acompanhar?

Se você gosta de:

  • Disco Elysium

  • Pathologic

  • RPGs focados em escolha e consequência

  • Narrativas densas e politizadas

Sim.

Crow’s Requiem é um projeto brasileiro que não tenta imitar fórmulas globais — ele cria a sua própria.

Depois da praga, só restam decisões.

E você — sobreviveria como Corvo?

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