Assombração ou armadilha psicológica? O novo filme nacional acaba de ser ovacionado no Fantaspoa, vai passar por Cannes e estreia direto no Telecine. E tem um detalhe: o casal da vida real está armando um jogo macabro na telinha.
Você abre a porta de uma casa herdada. Escuta um ruído. Descobre um cômodo trancado que nenhuma chave consegue abrir. Até que, certa noite, uma mulher surge do outro lado — frágil, confusa, e jura que mora ali há anos.
Parece um pesadelo clássico. Mas o diretor Rodrigo Lages quer mais: ele quer bagunçar sua certeza sobre quem é a vítima... e quem é o monstro.
Bem-vindo ao Covil.
O que a sinopse não conta (mas o Fantaspoa já premiou)
A trama oficial acompanha Olívia (Juliana Lourenção) e Pedro (Daniel Rocha) se mudando para a mansão herdada após a morte do pai ausente e cheio de segredos. Até aí, tudo parece um suspense de herança maldita. A virada acontece quando Clara (Vitória Strada) emerge do tal quarto impossível.
Só que Clara não é um fantasma clássico. Ela não uiva, não flutua, não arrasta correntes. Ela pede abrigo. E essa é a parte mais perturbadora.
“Uma figura enigmática, que o público não entende por completo de imediato e vai sendo revelada aos poucos, camada por camada”, define Vitória. "Exigiu uma entrega de corpo e alma."
E é aí que o filme te fisga: você vai torcer por ela, desconfiar dela, temer por ela e temer dela — muitas vezes no mesmo minuto.
Cannes, streaming e a nova cara do terror nacional
Covil não é mais um lançamento qualquer. Ele chega com currículo pesado:
Melhor Filme Nacional no Fantaspoa (o maior festival de cinema fantástico da América Latina)
Exibição no Marché du Film do Festival de Cannes – vitrine internacional de peso
Estreia dia 20 de maio, direto no catálogo do Telecine (disponível no Globoplay, Prime Video e operadoras) e no canal Telecine Premium, às 22h
Ou seja: você pode assistir no sofá de casa, mas com a qualidade de um filme que está rodando os maiores festivais do mundo.
O detalhe que vai gerar discussão (e engajamento)
Vitória Strada e Daniel Rocha são casal na vida real e também produtores associados do filme. Isso já renderia curiosidade. Mas o que vai incendiar as redes sociais é outro detalhe:
O filme é de terror psicológico, com classificação 18 anos. E, segundo quem já assistiu, não há jumpscares fáceis. Há silêncios que doem, olhares que acusam e um final que não alivia – ele te deixa com uma pergunta ecoando na cabeça por dias.
Preparem-se para as teorias no Twitter, os vídeos de análise no TikTok e a inevitável pergunta:
“Você realmente viu a mesma coisa que eu vi?”
Convite final (com data e hora)
Quando: 20 de maio
Onde: Telecine (streaming no Globoplay, Prime Video e operadoras) | Telecine Premium (22h)
Duração: 93 minutos de tensão crescente
Se você gosta de terror que respeita sua inteligência, elenco entregando atuações densas e uma produção brasileira que brilha em solo internacional, coloque um aviso no celular.
E depois volta aqui pra me contar: você acolheria Clara?
“Covil: o terror brasileiro que chega direto do Fantaspoa para Cannes… e para a sua sala.”




Nenhum comentário:
Postar um comentário