Se você acha que já viu de tudo no gênero cyberpunk — entre jaquetas de couro, chuva ácida e Tóquio ao fundo — se prepare para ter sua mente (e o coração) hackeados.
Estela e a Senda Cósmica: Origens chegou. E ela não veio de Tóquio, não veio de São Paulo. Ela veio de Belo Horizonte, com sotaque mineiro, ginga e uma mensagem que conecta ancestralidade e futurismo como você nunca viu.
O fim do mundo começa na próxima esquina
O curta, que estreia dia 17 de abril no YouTube do Cê Fraga Estúdio, não se passa em uma metrópole genérica. Ele transforma a Pampulha, a Praça Sete e o Viaduto Santa Tereza em um cenário neon e distópico, onde uma megacorporação — a Rangel Corp — destrói as últimas áreas preservadas do Brasil em nome da "evolução" médica.
"Não é sobre o futuro. É sobre agora."
Essa é a sensação que o diretor Caio Islas descreve. Hologramas, anúncios agressivos e um colapso ambiental tratado com indiferença? Parece familiar, né? O filme é um espelho neon do presente: mudanças climáticas, exploração e uma juventude que cansou de esperar.
Estela: a heroína que o Brasil precisava
Esqueça a heroína padrão. Estela é alta, tem traços afro e indígenas, olhos puxados e nariz redondo. Sua força não vem de um soro experimental ou de bilionários excêntricos. Vem de braceletes ancestrais e da força de suas origens.
Filha de mãe africana e pai indígena, Estela não luta só por justiça. Ela luta para entender de onde veio. E quando descobre que os braceletes do pai falecido guardam um segredo cósmico, a jornada sai do asfalto e vai parar nas estrelas.
A escolha do elenco de voz não foi acaso: Bêa Puri, mulher indígena, dá vida à protagonista. Giuli Paz, pessoa não-binária, interpreta Rafa. Representatividade dentro e fora da tela.
O trio que vai pintar (literalmente) a cidade
Estela não está sozinha. Ao seu lado, Júlio (Gabriel Afonso), um artista de grafite com próteses nas pernas que usa a arte como arma de protesto — mesmo sabendo que a própria corporação que ele odeia pagou por suas pernas biônicas. E Rafa (Giuli Paz), a mente hacker por trás do grupo, baixinho, de óculos e uma calma irritantemente genial sob pressão.
Eles são a cara da resistência. Eles são caóticos, engraçados e absolutamente reais.
A obsessão de um vilão
Do outro lado, Dr. Leonardo Rangel (Luciano Vivacqua) não é só um vilão caricato. Ele é um homem estressado, grisalho, preconceituoso e obcecado por mitologias. Seu metal de estimação? O oricalco — o mesmo material das próteses de Júlio e dos braceletes de Estela.
Quando ciência, ganância e mitologia colidem, o resultado é um vilão à altura de uma saga cósmica.
Por que você PRECISA assistir?
Porque Estela e a Senda Cósmica é 100% brasileira, 100% independente e 100% coração. Feita por uma equipe de Minas Gerais que "juntou os Vingadores" para tirar do papel um projeto recusado em editais, mas que nunca morreu.
"Quando vemos os desenhos na TV, achamos que é fácil. Não é nem a metade." — Caio Islas
O curta é um piloto, mas já respira universo expandido. E o melhor: gratuito, no YouTube, acessível com Libras, audiodescrição e legendas.
📅 Estreia: 17 de abril
📍 Onde: youtube.com/@CêFragaEstúdio
🎬 Direção: Anna Carmen e Caio Islas
🎨 Arte: Hill P. Rocha
🎵 Trilha: Dauá Puri, Caio Islas e Rogério Cota
Estela está chegando. E a Senda Cósmica passa por aqui.
BH é noix. E o Brasil também.





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