Prepare a macacona vermelha e o martelinho, porque uma das maiores jornadas nostálgicas da TV brasileira vai ganhar uma nova vida no papel. A Comix Zone acaba de anunciar um projeto que promete emocionar os fãs do bom e velho Polegar Vermelho: a republicação das histórias em quadrinhos do Chapolin, originalmente lançadas pela Editora Globo no início dos anos 1990.
Em um movimento que já deu certo com a "Turma do Arrepio", a editora decidiu cavar fundo no baú das memórias afetivas para resgatar as aventuras do herói mais atrapalhado e querido da América Latina. E a notícia, revelada com exclusividade ao portal Fora do Plástico, já está causando alvoroço entre os colecionadores.
Uma viagem de volta aos anos 90
Para quem viveu a infância naquela década, não tem como esquecer: o Chaves e o Chapolin eram absolutamente onipresentes. Eram bonecos, álbuns de figurinhas, e claro, os gibis. Naquela época, a Editora Globo dominava o mercado de HQs infantis e viu no filão dos seriados de Roberto Bolaños uma mina de ouro.
Foram 15 edições da revista "Chapolim & Chaves" (cuidado com o "M", fã de carteirinha!) entre 1991 e 1992, e nada menos que 32 edições de "Chaves & Chapolim" entre 1990 e 1993. Agora, décadas depois, a Comix Zone quer garimpar o melhor desse material para apresentar a uma nova geração e, claro, fazer o coração dos saudosistas bater mais forte.
Capa dura e requinte de colecionador
A proposta da Comix Zone é ambiciosa e caprichada. Seguindo o mesmo padrão luxuoso adotado na coleção da "Turma do Arrepio", o relançamento do Chapolin virá em edição histórica em capa dura.
A ideia inicial é selecionar as melhores aventuras do herói publicadas na revista "Chapolim & Chaves" para compor este primeiro volume. E não pense que é um trabalho simples de "CTRL+C, CTRL+V". A curadoria promete garimpar os traços e roteiros que marcaram a época.
Quem desenhava o nosso herói?
Uma das partes mais fascinantes desse resgate é o aspecto técnico e autoral. Diferente do que muitos pensam, as histórias não eram meras traduções de roteiros mexicanos. Elas eram produzidas no Brasil, por estúdios nacionais, com traços e narrativas adaptadas ao gosto do público infantil brasileiro.
O grosso da produção ficava por conta de dois estúdios:
TANGO: Comandado pelo argentino Sérgio Morettini, era o coração das HQs do Chaves.
INART: Liderado por Eduardo Vetillo, era onde a magia do Chapolin ganhava vida nos traços e nas tintas.
É um pedaço importante da história dos quadrinhos nacionais que estava adormecido e agora será redescoberto.
O "M" de Chapolim e o futuro do Chaves
Aqui vai uma curiosidade que só os fãs mais atentos vão notar: nas publicações originais, o nome do personagem era grafado com "M" (Chapolim). Hoje, por uma questão de licenciamento e exigência dos detentores dos direitos autorais, a grafia correta e oficial passou a ser com "N" (Chapolin). Será que a nova edição manterá a grafia original como forma de preservação histórica? Esse tipo de detalhe é o que promete esquentar os debates nos grupos de fãs.
E a boa notícia não para por aí. A editora já adiantou que, se tudo correr bem (e a demanda dos fãs ajudar), o Chaves também terá o seu volume resgatado, vindo do rico material da revista "Chaves & Chapolim".
Onde e quando?
Ainda não há uma data oficial de lançamento, mas o anúncio já serve como um alerta para os fãs: comecem a separar a mesada e a limpar um espacinço na estante. Se depender da nostalgia e do carinho que o Brasil tem pelo Chapolin Colorado, esse vai ser um dos lançamentos mais comentados do ano.
E aí, o que você acha dessa novidade? Lembra de ter algum desses gibis antigos guardado em casa? Conta pra gente nos comentários qual é a sua aventura favorita do Polegar Vermelho! Isso, isso, isso!


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