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sexta-feira, 6 de março de 2026

Boom Girl – A Caçadora de Frequências: o filme brasileiro que transforma som em arma

O cinema independente brasileiro ganha um novo projeto de ficção científica com Boom Girl – A Caçadora de Frequências, longa-metragem autoral do cineasta e quadrinista Chris Tex. Misturando ação física, estética retrô e narrativa sonora, o filme apresenta uma heroína que transforma um microfone boom em arma para enfrentar frequências sobrenaturais.


E se o inimigo não fosse algo que você pode ver
mas algo que você pode ouvir?

É dessa pergunta que nasce Boom Girl – A Caçadora de Frequências, o novo projeto do cineasta, roteirista e quadrinista Chris Tex.

Misturando ficção científicaação física e estética retrô, o longa apresenta uma heroína completamente diferente do que estamos acostumados a ver no cinema nacional.

Ela não dispara lasers.
Não usa armaduras futuristas.

A arma dela é um microfone boom.

E isso muda tudo.


A heroína que luta com um microfone

No centro da história está Lu “Looping”, uma operadora de som de 24 anos que transformou o próprio trauma em missão.

Depois de perder a mãe para um misterioso som sobrenatural, sua memória ficou presa em um loop — como uma gravação que nunca para de repetir.

Desde então, Lu percorre as ruas noturnas da cidade com dois instrumentos inseparáveis:

  • um gravador analógico

  • um microfone boom transformado em bastão de combate

Treinada por um mestre surdo, que a ensinou a “ouvir com o corpo”, ela aprende que nem todos os sons são apenas vibrações.

Alguns são entidades.
Outros são portais.

E alguns… precisam ser silenciados.


Ação estilo Hong Kong no coração do Brasil

Uma das propostas mais curiosas de Boom Girl é sua linguagem de ação.

Chris Tex descreve o projeto como um encontro improvável entre:

  • o universo mágico de Cardcaptor Sakura

  • o thriller sonoro de Blow Out

…com coreografias inspiradas diretamente no cinema de ação de Jackie Chan.

Ou seja:

  • combate físico criativo

  • uso do ambiente como arma

  • ritmo ágil e inventivo

Mas aqui, o elemento central não é uma espada ou arma de fogo.

É o som.

Cada luta se transforma em uma espécie de coreografia sonora, onde o microfone boom vira bastão, sensor e ferramenta de captura de frequências sobrenaturais.


De Wind Princess ao primeiro longa autoral

Quem acompanha o trabalho de Chris Tex provavelmente lembra de Wind Princess, curta-metragem inspirado no universo de Hayao Miyazaki que ultrapassou 4 milhões de visualizações no YouTube e foi exibido em festivais importantes como:

  • Fantasia International Film Festival

  • Sitges Film Festival

Depois do sucesso do curta, uma pergunta começou a aparecer repetidamente nas mensagens dos fãs:

“Quando você vai contar uma história totalmente sua?”

Boom Girl é a resposta.

Este é o primeiro longa-metragem completamente autoral do diretor — um projeto que nasce de anos de ideias, referências e experimentações visuais.


Um filme que só existe com o público

Diferente de grandes produções financiadas por estúdios, Boom Girl está sendo viabilizado por financiamento coletivo.

A campanha acontece na plataforma Catarse e vai até 2 de maio de 2026.

Quem apoia o projeto não recebe apenas recompensas simbólicas.

Os apoiadores podem ganhar coisas como:

  • filme completo em 4K

  • artbook digital

  • roteiro completo

  • mídia física colecionável

  • vinil da trilha sonora

  • figure da personagem

  • participação no filme

  • workshops com profissionais do audiovisual

  • visita ao set de filmagem

  • até mesmo itens originais usados no longa

Ou seja: o público não é apenas espectador.

Ele se torna parte da produção.


Uma heroína para uma era cheia de ruído

Existe também uma camada conceitual interessante na proposta do filme.

Vivemos em uma época de excesso de estímulos:

  • notificações

  • vídeos

  • redes sociais

  • opiniões

  • informações

Tudo parece competir pela nossa atenção ao mesmo tempo.

Boom Girl transforma essa sensação em narrativa.

A história fala sobre encontrar o tom certo em meio à distorção.

Sobre aprender a escutar de verdade quando o mundo inteiro parece estar gritando.

E sobre transformar dor em potência.


Uma nova energia para o cinema independente brasileiro

O cinema independente brasileiro vive um momento curioso: criatividade abundante, mas poucas produções com linguagem realmente autoral e pop ao mesmo tempo.

Boom Girl tenta ocupar exatamente esse espaço.

Um projeto que mistura:

  • ficção científica

  • ação física

  • cultura pop

  • estética retrô

  • worldbuilding próprio

E, principalmente, uma protagonista feminina completamente fora do padrão.

Lu Looping não quer salvar o mundo.

Ela quer encontrar uma frequência específica.

A mesma frequência que destruiu sua vida.

E quando encontrar…

Ela pretende desligá-la.

Para sempre.


Boom Girl – A Caçadora de Frequências
Campanha ativa até 02 de maio de 2026 no Catarse.

A pergunta é simples:

você vai só ouvir
ou vai entrar na frequência?

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