A Pixar Animation Studios lançou o primeiro trailer de Toy Story 5 — e a internet entrou em estado de alerta nostálgico. Sete anos após o adeus em Toy Story 4, Woody está de volta… diferente. Careca, com poncho, mais marcado pelo tempo. E o novo “vilão”? Um tablet em forma de sapo chamado Lilypad.
Se você achava que a saga dos brinquedos já tinha dito tudo, a premissa do quinto filme mira direto no presente: telas versus brinquedos.
A nova ameaça: telas vs. imaginação
Bonnie, agora com oito anos, ganha um dispositivo inteligente que rapidamente ocupa o centro do seu mundo. Enquanto isso, Woody, Buzz e a turma assistem à própria relevância encolher diante de uma tela brilhante.
Lilypad, dublada por Greta Lee, não é a vilã tradicional. Ela “acredita” estar fazendo o melhor por Bonnie — simboliza a eficiência do entretenimento digital e o poder dos algoritmos. A pergunta que o filme parece fazer é brutalmente atual:
O que acontece com os brinquedos quando as crianças preferem rolar a tela a rolar no chão?
A crítica não é simplista. Tecnologia não é inimiga — é o espelho de uma mudança de hábitos. Mas será que os brinquedos analógicos ainda têm espaço?
Woody, onde você andou?
O reencontro com Buzz é a cena que incendiou as redes. Depois de deixar seu bando para seguir com Bo Peep, Woody retorna com um visual que comunica desgaste e jornada: calvície evidente e poncho de faroeste. É o símbolo da passagem do tempo.
Em uma ligação tensa com Jessie, ele dispara:
“Brinquedos servem para brincar. Tecnologia serve para tudo.”
É a frase que deve ecoar em qualquer casa com tablet à mesa.
Exército de Buzz e novos personagens
O trailer também entrega o caos cômico que a Pixar domina:
Cerca de 50 Buzz Lightyears presos no modo de demonstração, todos em busca do Comando Estelar.
Smarty Pants, brinquedo de treinamento para usar o banheiro, dublado por Conan O’Brien.
Atlas, um hipopótamo GPS falante (Craig Robinson).
Combat Carl, agora com a voz de Ernie Hudson, em homenagem a Carl Weathers.
É o combo perfeito: sátira tecnológica, nostalgia calculada e humor físico.
Direção e expectativas
A direção é de Andrew Stanton, responsável por Procurando Nemo e WALL-E. Ou seja, alguém que sabe equilibrar crítica social, emoção e espetáculo.
Toy Story 3 foi um final perfeito. Toy Story 4 dividiu opiniões. Agora, o desafio é provar que ainda há algo relevante a dizer — e a premissa indica que sim.
Quando estreia?
Toy Story 5 chega aos cinemas em 18 de junho de 2026.
Vale a pena?
A ideia de colocar brinquedos frente a frente com tablets é ousada e extremamente contemporânea. A Pixar já falou sobre crescimento, despedida e propósito. Agora, parece querer falar sobre substituição.
Se alguém entende o medo de ser esquecido, são os brinquedos.
E você?
Animado para ver Woody careca encarando a tecnologia?
Acha que a franquia já encerrou seu ciclo?
Qual cena do trailer mais te pegou?
Comente e marque aquele amigo que também cresceu sonhando com o infinito — e além.


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