Em um cenário nacional de quadrinhos que cresce com vozes ousadas, Syncro se ergue não apenas como uma obra de entretenimento, mas como um espelho social urgente. Criada pela mente inquieta de Fernando Costa (idealizador da HQs Brasileiras) e trazida à vida com o traço expressivo e emotivo de Andy Ichigo, esta série mergulha fundo em temas como racismo, preconceito, mortalidade e a resiliência dos laços familiares.
Desde seu lançamento independente em 2017, Syncro eletrizou leitores. Por quê? Porque vai direto ao ponto: e se o preconceito fosse literalmente mortal?
Conhecemos os gêmeos Joan e Bron, da raça módicum, condenada a uma expectativa de vida drasticamente reduzida, não passando dos 40 anos. Este não é um detalhe qualquer: é a metáfora central da obra. A "sina" módicum reflete o desgaste físico e emocional imposto por uma sociedade que oprime e marginaliza, reduzindo a vitalidade e as oportunidades de vida. É uma crítica poderosa e literária ao racismo estrutural.
A trama se desenrola a partir de uma tragédia familiar. Com a saúde da mãe à beira do limite módicum, os irmãos são levados para um orfanato que esconde segredos sombrios. Este lugar, longe de ser um refúgio, torna-se um campo de provações onde seu vínculo será testado pela crueldade, pela descoberta de poderes latentes (a energia Syncro) e por revelações chocantes – como a verdade por trás dos padres que administram o local.
A sinopse dos capítulos (disponíveis nas plataformas Zinnes e Super Comics) promete uma jornada intensa: descobertas sobre o passado, confrontos internos, atos de justiça e injustiça, e a dolorosa transformação da inocência infantil em ira e separação. É um estudo profundo de como o ódio social pode fraturar até as relações mais puras.
E a pergunta que fica é: em um mundo que os condena por sua essência, Joan e Bron conseguirão se reencontrar antes que o tempo – e a sociedade – os separe para sempre?
Para os Colecionadores e Apoiadores da Cena Nacional:
O Volume 1 físico, pela Editora Armon, é um belo objeto. Com 198 páginas no tradicional preto e branco do mangá, em papel off-white, ele reúne os 7 primeiros capítulos desta saga. Sua publicação na Revista Action Hiken (#52 em diante) solidificou Syncro como uma das séries importantes do quadrinho nacional, publicada por temporadas que se converterão em volumes físicos.
Os Autores Por Trás da Obra:
Andy Ichigo: Um artista que transforma melancolia em narrativa. Vencedor do Concurso de Mangás da Armon, ele dá alma a Syncro com um trajeto que captura dor, determinação e poder. Atualmente, segue criando em Andira, sua nova série exclusiva no app Supercomics.
Fernando Costa: O motor por trás de projetos que movimentam a cena. Fundador da HQs Brasileiras e da plataforma Zinnes, ele usa Syncro não apenas para contar uma história, mas para provocar reflexão, mostrando que os quadrinhos nacionais têm força para debater os temas mais espinhosos da nossa realidade.
Syncro é mais que leitura. É uma experiência.
E agora, queremos saber de VOCÊ, leitor:
Qual tema em Syncro te toca mais: a alegoria do racismo através dos módicuns ou o drama familiar dos irmãos?
No cenário atual, você acha que as HQs nacionais estão conseguindo abordar questões sociais com a força necessária?
Se você pudesse ter um poder como a energia Syncro, qual seria sua natureza?
Compartilhe suas respostas nos comentários! Vamos debater.
Se você ainda não conhece Syncro, corra para as plataformas digitais ou garanta seu volume físico. Apoie essa produção nacional que tem algo importante a dizer.




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